terça-feira, 22 de abril de 2008

Árbitro o Administrador


Um trabalho de pesquisa de Canda da Costa (2006)

Introdução


O mundo moderno é dependente das acções dos administradores, pois o administrador contemporâneo é o único preparado para gerir, tomar decisões estratégicas e possuir a capacidade de viabilizar os recursos escassos de forma cada vez mais eficiente. O mercado actual, exige novas habilidades dos administradores, entre elas destaca-se possuir uma mentalidade aberta, ágil e inovadora

É fundamental que em toda forma de administração se obedeça os seguintes aspectos:

1. Competência Técnica
2. Relações Humanas
3. Capacidade de Liderança

1. Competência Técnica.
No âmbito da competência técnica o árbitro para o exercício da sua actividade deve ser o profundo conhecedor das leis de jogos e suas actualizações, deve estar preparado física, táctica e psicologicamente, para o jogo em causa, é chegado o momento em que o árbitro deve desenvolver técnicas de treinos que incluem pratica do apito, corridas que obedecem aspectos tácticos, simulações de jogadas irregulares, fora de jogos, saída de bola para a lateral, lançamentos, pontapés de cantos entres outros aspectos que geralmente fazem parte do desenvolver de uma partida de futebol.
Baseando-se no aspecto táctico o árbitro deve estudar o sistema táctico das equipes, para melhor poder acompanhar as jogadas. É importante que os árbitros estejam em constantes actualizações fazendo parte de um processo de aprendizagem continua, portanto para os tempos de hoje onde as equipes fazem vários investimentos já não se compadece que os árbitro façam da arbitragem um passatempo já é momento de estarem preparados como verdadeiros profissionais na arbitragem, para que a sua actuação não seja factor de especulação ou posta em causa.
O árbitro deve lembrar que todos os jogadores (incluindo os grandes craques) treinam diariamente, na perspectiva de aperfeiçoarem as suas habilidades. Porque não seguir o exemplo?
Segundo algumas teorias, nós os seres humanos, fomos educados num clima de competição, estimulados a lutar uns contra os outros, sendo que a competição seria própria da natureza humana, e, portanto, representaria a chave para todas as conquistas.
E agora, o que fazer diante de um cenário que requer um 'novo administrador', consciente de sua responsabilidade, mas com limitações culturais que dificultam a mudança de mentalidade, na forma de pensar, de agir e de decidir? O foco pode se transformar: da competição, onde pessoas competem com outras, para a competência, onde pessoas unem esforços, trabalham em conjunto, visando obter novos conhecimentos, novas habilidades, descobrindo novas formas de administrar baseando-se na aprendizagem, como processo contínuo de renovação e de transformação, este sendo, no entanto, o maior desafio do administrador actualmente.
No entanto, existem ainda aqueles que não admitem ou não querem admitir as mudanças, impedindo até (quem sabe), a evolução e o progresso, pensando de forma egocêntrica que a sua forma de trabalhar não deve ser afectado por nada disso, pois já tem vários anos de carreira e de experiência e ele, como experiente, não precisa mudar seu comportamento porque foi com o mesmo que conquistou o seu prestigio.
Aquele que não acompanhar e se adequar às mudanças desse novo cenário de constantes transformações, e insistir nessa cultura de constante competição, esquecendo-se que o que se está exigindo actualmente ao invés de árbitro competitivo é o árbitro competente, estará fora do espectáculo bem antes que se imagina, pois o cenário está em reformas.


2. Relações Humanas na Arbitragem
O árbitro de futebol deve ter nas relações a chave do planejamento da sua partida porque é com base neste aspecto na qual vai planear como comportar-se Antes, Durante e Depois do jogo, é fundamental que o árbitro tenham um relacionamento harmonioso, para com os demais intervenientes como sendo os seus colegas, os dirigentes, o corpo de segurança, a equipe de primeiro socorro e ate criar uma empatia com os adeptos, evitando que seja ele a atracão do jogo, devido a sua vaidade, arrogância, e complexo de superioridade, portanto o árbitro deve abastecer-se de comportamento que interferem na segurança do jogo, O árbitro precisa saber usar o meio termo, não sendo nem condescendente em excesso e nem rigoroso ao extremo, é ainda com base no cultivo de boas relações humanas que o árbitro poderá contornar a ira dos jogadores problemáticos, evitando que o mesmo se torne num pavio do caos. Portanto é neste aspecto também que o árbitro deve evidenciar o seu espirito de equipe, na qual será visível para os demais que o quarteto de árbitro funciona em perfeita sintonia.

3. Capacidade de Liderança na Arbitragem.
O árbitro deve ao longo da sua carreira cultivar o espirito de liderança, transmitindo a todos os intervenientes no jogo a sensação de segurança e confiança, o árbitro deve evitar que aspectos extras influenciam na sua actuação por exemplo é recomendável que não se façam acompanhar nos recintos de jogos com familiares para que a sua atenção não esteja repartido entre a segurança do seu familiar e a partida de futebol, os demais árbitros devem ver no árbitro principal o verdadeiro líder aquele que nos momentos confusos resolve o dilema, aquele que respeita e da consistência a uma decisão do seu assistente ou do 4 arbitro
O árbitro deve estar consciente dessas novas transformações, que é um processo rápido e poderá transformá-lo no principal agente de mudanças, e se essa nova concepção de organização for introduzida com sucesso, poderá provocar mudanças na mentalidade dos agentes do futebol, chegando aos lares dos aficcionados pelo futebol, mudando toda uma sociedade.
Os árbitros em geral tem grande dificuldade em lidar com as críticas sempre destrutivas e ofensas vindo dos atletas, técnicos, dirigentes, impressa e torcedores. Ela se torna no principal motivo de abandono da carreira. Isso passa ser comum nos árbitros mais jovens, que apresentam um índice de abandono maior que os experientes.
A capacidade de reagir a tais situações, de analisar seus erros, ter uma preparação física mais adequada, desenvolver a sua técnica de arbitrar, não são suficientes, segundo aqueles que são considerados conhecedores da matéria, é de vital importância que o árbitro tenha no sangue o prazer e a satisfação de estar dentro de campo apitando uma partida de futebol como sendo a mais importante de sua carreira, e demonstrando para os demais que ser árbitro de futebol é simplesmente sua aptidão.

4. Conclusão.
Todos os aspectos levantados neste trabalho demonstram que o perfil do árbitro de hoje, é o de um eterno aprendiz, capaz de levar o seu aprendizado para outras esfera social. Além disso, o aprendizado pode se tornar um instrumento capaz de guiar todas as suas acções, tornando-se uma verdadeira filosofia de vida. Para isso, é necessário a mudança do perfil do árbitro, que, além de uma formação técnico-científica, deve ter uma formação humanística e interdisciplinar

“UMA VEZ ÁRBITRO, SEMPRE ÁRBITRO”

Bibliografia:
Compilações de algumas intervenções no 1º Congresso Internacional da Arbitragem, realizado em /Jan/06, São Paulo – Brasil.

3 comentários:

shinoyan disse...

É um local maravilhoso. Por favor, me ligação com mutuamente. http://161618.blogspot.com/

João Fula disse...

Conteúdo rico para minha geração e as futuras...

Jacinto Lucas disse...

Sem palavras, é muita sapiência. Aqui está o verdadeiro legado para nós os árbitros.